quinta-feira, 11 de outubro de 2012

Voltando atraz apenas num textinho

Regressando á data de 1995, ano do meu nascimento, ano em que tudo acontece, vidas, mortes, mudanças e todo o resto do mundo em orbita sem conhecimento geral de um bebe apenas EU!

A partir da saída da maternidade, um mundo cá fora totalmente diferente, da realidade no interior da maternidade, cá fora um universo por descobrir  explorar e ao mesmo tempo para SOBREVIVER  !

Passados anos esta criança, cresceu, aprendeu, viveu, sobreviveu, mas ao mesmo tempo ACREDITOU, iria mudar, para melhor aquele presente  vivido de gozos tristezas e com muito poucas alegrias, esta criança foi separada do pai com 1 ano de idade, um ano que lhe foi retirado da vida do seu pai que sofreu ofensivamente, pela perda!

Aquele presente, inserto de um futuro mau ou bom mas ao mesmo tempo, prospero, quem sabia disso a não ser Deus e suas graças?

Quando separado, e levado para terras distantes do pai, tanto para Norte como para Sul do país.

Chegado ao norte, bem lá no cimo de Portugal Continental, uma forte dor, o esperava, um futuro triste e bastante pouco sorridente...

Dias a viver, na rua, com frio, tristeza  e só com o alimento do leite materno, que os seios da minha mãe libertavam para encher um estômago, tão pequeno e frágil.

Passados esses dias mudamos para o centro do país, Serra Da Estrela, ai foram os piores tempos, nessa parte da minha vida fui , violado, gozado e muitos outros adjectivos que não exprimem qualquer tipo de vida ou alegria mas sim aquela tristeza!

Mas esse mau tempo que eu julgava serem maus, ainda não tinhas terminado, mas sim mal tinham começado, uma vida que tinha aparecido do nada na cidade dos estudantes que se transformou numa criança, sozinha...

Com deis anos na escola, ou ate na rua com pessoas desconhecidas triste e sozinho, por ser triste menino que mal se vestia e alimentava...

Quando chega aos sete anos um futuro pior chegará, uma vida de escravo, de tristeza e dor, pois isto, não só palavras mas sim uma história real no qual escrevo, na primeira pessoa, com uma dor no coração e na alma.

No meu caso, sim soou homossexual, com um passado com várias reticencias, e com várias questões tais como Quando? Qual? porque? a sério? estas são várias questões que várias pessoas se atrevem a perguntar como se fosse um questionário infindável, que não tive-se tempo de falar nem sequer suspirar!

Agora falando, mesmo de um "eu" e não de um "alguém", o meu nome é Luís Veiga tenho 17 anos vivo em Portugal...

O porque de escrever este texto? Não é para me fazer de coitado mas sim para me libertar espero que gostem!